| Tropeçando no medo do passado |
| Escrito por Redacção |
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Tropeçando no medo do passado
À minha geração De medo morre o susto, ratatatatata ratatatatata. Bandeira akalashniada no alto cabeça a meia haste. Pescoço escondido. Quem é bandido? Fala Caetano, quem é a estrela entre as estrelas? Fala para todo o mundo ouvir. Sentir. Chorar. Rir. E vir te abraçar, como se abraça uma alma imortal! País de medo ferve em mim à semelhança do pobre que vai receber presente do opressor (péssimo professor) bala perdida na próxima esquina de natal. Que não é do Nascimento (grande intelectual). E nem do fim. Mas enfim, Anikulapo povo meu inventa esperança com baioneta ou caneta, não importa o necessário é erguer a cabeça. Parvo que sou, meu irmão do universo tenho a sorte de ir a guerra estagiar, pois o exército dos destemidos se fortifica Não há nada a perder. Vale, não vale, é pra esquecer. Única salvação é fugir da vala comum morrer mártir. Sem casa na vila. Sem ocupação na mozal. Ou noutro mega sem anel no dedo, mas com o dedo no gatilho abraçando a última amada. (minha espingarda) Estamos no mato, com determinação dizes. Só não somos comidos por leões, porque já não existem. Continuas convicto. É nossa sorte, pensas... Pátria que nos pariu nos traíu com o mesmo colono, respondo. Tropeçando no medo do passado retiro a máscara desse chefe. Leão que não ri vejo. Atrás da máscara, há sim um leão barrigudo. (narigudo, bicudo, cornudo, chifrudo) não é rato que roeu tudo. Nem cabrito que se amarra onde pode comer. (podes crer) É leão no teu quarto, compatriota! (não sejas idiota) ACORDA, antes que a corja te aperte o pescoço. |